Os termos abaixo aparecem ao longo do livro Contoterapia: Bases Teóricas e Narrativas do Cuidado. As definições são resumos para consulta rápida; no livro, cada conceito é desenvolvido com seus fundamentos.

Contoterapia®
Abordagem integrativa de cuidado simbólico por meio de histórias, que articula escuta, imaginação e linguagem para promover reintegração e sentido. Criada por Anna Rossetto. O que é Contoterapia® →
Contoterapeuta
Profissional com formação específica em Contoterapia®, que escuta, escolhe ou cria e narra histórias com intenção de cuidado, sem interpretá-las para quem as recebe.
Conto terapêutico
História escolhida ou criada para dialogar com o momento de uma pessoa ou grupo. Atua por imagens e símbolos, sem moral explícita. Contos terapêuticos →
Tecendo Realidades®
Metodologia da Contoterapia® para a criação de contos terapêuticos, organizada em quatro etapas: Tecendo Intenções, Tecendo Significados, Tecendo Histórias e Tecendo Vozes. O método →
Reintegração simbólica
Processo pelo qual uma pessoa reorganiza sua experiência ao reconstruir significados e se reconectar com símbolos que dão forma à vida interna. Também chamado de nutrição ou aquisição simbólica.
Escuta simbólica
Escuta atenta não só ao conteúdo, mas às pausas, aos silêncios, aos gestos e às metáforas espontâneas, que revelam como a pessoa vive o que conta. Escuta-se para compreender, não para responder.
Espaço simbólico
Ambiente seguro, criado pela relação e pela história, no qual a pessoa pode se aproximar de suas emoções com leveza e encontrar os próprios significados, sem sentidos impostos de fora.
Espaço potencial
Conceito do psicanalista D. W. Winnicott: a área intermediária entre o mundo interno e o externo, onde acontecem o brincar e a criatividade. A Contoterapia® se inspira nele para pensar o lugar da história.
Curadoria de narrativas
Seleção de histórias do repertório tradicional (mitos, lendas, fábulas, contos de fadas) que conversem com o momento de quem escuta, com respeito à sua origem cultural.
Contos diurnos, noturnos e mitológicos
Classificação das histórias por profundidade: diurnos têm sentido acessível; noturnos têm camadas simbólicas que convocam o inconsciente; mitológicos tratam das grandes questões humanas.
Símbolo
Imagem que carrega mais sentido do que aquilo que mostra. Na Contoterapia®, o sentido vivido pela pessoa prevalece sobre o sentido de dicionário.
Metáfora
Forma de compreender uma coisa por meio de outra. Segundo Lakoff e Johnson, estrutura o pensamento, e não apenas a linguagem.
Arquétipo
Para Carl Gustav Jung, padrão universal do inconsciente coletivo que aparece em mitos e contos de diferentes culturas, como o herói, o sábio ou o aliado.
Mística da participação
Conceito do antropólogo Lucien Lévy-Bruhl para a experiência de vínculo afetivo e simbólico entre a pessoa e o mundo. Descreve o estado de conexão entre a história e quem a ouve.
Jornada do Herói
Estrutura narrativa descrita por Joseph Campbell (partida, iniciação e retorno). Na Contoterapia®, indicada para desafios externos e concretos.
Jornada da Heroína
Percurso descrito por Maureen Murdock, centrado em uma travessia interior de reconciliação entre partes de si que foram deixadas de lado.
Jornada da Eco-Heroína
Estrutura proposta por Sharon Blackie que une transformação pessoal, natureza e regeneração coletiva.
Kairós
Na mitologia grega, o tempo do instante oportuno, em oposição a Chronos, o tempo do relógio. A Contoterapia® respeita o tempo de Kairós de cada pessoa.
Conversas reflexivas
Diálogo em grupo depois da narração, com perguntas abertas, em que cada participante dá forma à própria percepção da história.
Tripé tradição, ciência e experiência
As três bases do uso de narrativas em saúde adotadas pela Contoterapia®: o saber ancestral das histórias, a pesquisa sobre seus efeitos e a vivência direta do cuidado.